Situada às margens do Rio Verde, próxima a Rua David
Bedin Netto, a praça poderia ser definida como
“essencialmente formal e cívica”.
Ela é povoada de elementos icônicos (simbólicos) nos
quais encontramos uma incessante busca de Simetria e
Proporção.
O traçado dos canteiros, o alinhamento das entradas e
monumentos tentam dar a ilusão de Simetria e Proporção
Clássicas em uma área não simétrica e sem proporções
definidas – tentativa de estabelecer “ordem no Caos”.
Tentou-se utilizar símbolos e elementos que
enriquecessem o “Design” da praça e que não a
caracterizasse como “praça de uma determinada religião”
visando dar um caráter ecumênico à mesma.
Utilizamos elementos simbólicos presentes no Velho
testamento (estrela de David) para enriquecer o design
do piso de mosaico português.
“Belvedere”¹ em formato de eclipse com duas rampas
laterais² dá a escala vertical que faltava a praça, Ele
abriga um púlpito e um obelisco, todos feitos em granito
“Preto Piracaia” com acessórios em bronze.
O Obelisco é um elemento de origem egípicia que está
ligado ao registro, feito em suas paredes com
alto-relevo de fatos marcantes da história de um povo.
Com o tempo, os chefes religiosos e os chefes de Estado
ocidentais passaram a adotar esse elemento para marcar
ocasiões festivas ou atos heróicos de um povo ou
governante.
Na praça ele funciona como um marco comemorativo de
inauguração e representa a religiosidade do povo
vargengrandense. Ele coloca-se como um elemento que
conduz o olhar dos observadores para um eixo de
perspectiva que alinha o centro geométrico da praça e o
púlpito.
O Púlpito abriga uma Bíblia de bronze aberta com um
salmo impresso que servirá como descanso de livros para
futuras pregações, orações e discursos.
Debaixo do belvedere encontramos sanitários e o quadro
de controle de força.